(¯`·._.· HELOÍSA ·._.·´¯)

Suas vivências: coerências e incoerências... sua viagem no Tempo presente, atravessando as pontes do passado.

Conterá Poesia, Prosa Poética e uma abordagem simplificada as diversas formas de ARTE.

Minha finalidade é aproveitar este *ESPAÇO* privilegiado, como veículo de comunicação,
para fazer isso mesmo: *COMUNICAÇÃO* e inter-acção entre quem escreve e quem lê e... vê:*VISITANTES DESTE ESPAÇO*

*PERDOEM A AUSÊNCIA DE ACENTOS*

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(¯`·._) quinta-feira, janeiro 29, 2004 (¯`·._)


*** POESIA ALIMENTO DA ALMA ***

*FLORBELA ESPANCA*
_____________________________
Um pouco da Poesia de Florbela, para quem ja' nao a leia ha' algum tempo
e, para aqueles que nunca se cansam de le-la!

Deixo aqui alguns dos seus Sonetos.

_Neste recanto: `Poesia Alimento da Alma'', irei trazendo, para acompanhar e amenizar os nossos seroes, ou, tardes de lazer,adornadas com um `tudinho'' de Nostalgia...Poesia, de Poetas Consagrados e...nao consagrados!_

__Aconcheguem-se e, `amornem'' o coracao!...

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

***CHARNECA EM FLOR***


Enche o meu peito, num encanto mago,
O fremito das coisas dolorosas...
Sob as urzes queimadas nascem rosas...
Nos meus olhos as lagrimas apago...


Anseio! Asas abertas! O que trago
Em mim? Eu oico bocas silenciosas
Murmurar-me as palavras misteriosas
Que perturbam meu ser como um afago!


E, nesta febre ansiosa que me invade,
Dispo a minha mortalha, o meu burel,
E ja' nao sou, Amor, Soror Saudade...


Olhos a arder em extases de amor,
Boca a saber a sol, a fruto, a mel:
Sou a charneca rude a abrir em flor!

#Do seu Livro CRARNECA EM FLOR#
_ 1930_
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~


***ARVORES DO ALENTEJO***


Horas mortas...Curvadas aos pes do Monte
A planicie e' um brasido... e, torturadas,
As arvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a bencao duma fonte!


E, quando manha alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfingicas, recortam desgrenhadas
Os tragicos perfis no horizonte!


Arvores! Coracoes, almas que choram,
Almas iguais a minha, almas Que imploram
Em vao remedio para tanta magoa!


Arvores! Nao choreis! Olhai e vede:
_Tambem ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de agua!

# CHARNECA EM FLOR#
_1930_
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

***A MINHA DOR***

A minha dor e' um convento ideal
Cheio de claustros, sombras, arcarias,
Aonde a pedra em convulsoes sombrias
Tem linhas dum requinte escultural.


Os sinos tem dobras de agonias
Ao gemer, comovidos, o seu mal...
A todos tem sons de funeral
Ao bater horas, no correr dos dias...


A minha Dor e' um convento. Ha' lirios
Dum roxo macerado de martirios,
Tao belos como nunca os viu alguem!


Nesse triste convento aonde eu moro,
Noites e dias rezo e grito e choro,
E ninguem ouve... ninguem ve...ninguem...

# LIVRO DE MAGOAS#
_1919_
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

__Quando leio e releio, FLORBELA _ ja' li e reli mil vezes!_...
Eu sinto uma lagrima ,`cair-me'' dentro do peito,''
Uma emocao profunda... uma agonia!...
Meus olhos humedecem, meu coracao pulsa e, minhas maos arrefecem!

...E, e' uma tal comunhao de sentimentos...que chego a `ter a ilusao'' de te-la `ali'',
chorando, gemendo, ou rindo e sonhando!
_Na verdade, eu nao tenho palavras comuns e `distantes''... com as quais, possa comentar, Florbela Espanca!
...Entao, em jeito de ``resposta'' e, como minha modesta Homenagem, a esta Poetisa de Eleicao...
e,`PARA ALEM DO TEMPO!...'' eu alinhavo, algumas emocoes, em forma de poema!
--------------------------------------------------------
I

``E ninguem ouve... ninguem ve... ninguem...''


Ninguem, da' por mim: aqui, ou alem...
E, como `fantasma'' da Dor
Num convento de clausura,
Sem sombra de ideal...
Em que a agonia e' um Portal!...

Eu vejo os dias
As horas
Os minutos e segundos,
Em seculos se transformar!...

E, ninguem... Ninguem...
Transpoe o meu PORTAL!!...
.....................................................................H.

II

``Em vao remedio para tanta magoa''



`Em vao, e',
_ de facto_,
Remedio para tanta magoa''


Em vao!...
Eu, como TU,
Continuo implorando:

Remedio, para o meu,
Para o TEU, coracao...

Que, junto a nos, nao pulsa mais!
Mas, pulsa
Em nossa Alma,
TUA MEMORIA
E, TUA INFINITA MAGOA!

...Magoa, Irma das minhas magoas...
Irma de nossos ais!...

E gritam, nossas bocas amordacadas
E, de Justica sedentas
_que tardia Ela e'_!

E, dobram-se as Arvores em agonia!
Mas, nao quebram
Mas, nao caem!!!...

Tal como Tu,
Tal como eu,
Desafiamos a morte...
mas, ao morrermos
_Ainda, assim_,
Permanecemos de PE'!...

E... a gota de agua
Que a Deus imploras
_e, continuamente, eu implorei_,
Porem, ate' ao ``Hoje-Dia,''
Minha `gotinha de agua''
NAO ACHEI!!!


...As secas agrestes e mortais
Que agridem nosso Alentejo Amado
E, nossos labios gretam de secura...
Matam, nossos campos de Trigo, de penuria!

_Secam os Rios
Morrem as Ribeiras_!...

Porem, e, apesar de infectadas...
Com as feridas do Rosto
Das maos e do coracao...
Ainda assim, nos soerguemos
Desse Chao ultrajado
E, nos mantemos Verticalmente DE PE'
_EU, TU , E AS ARVORES_!!!

_______________Heloisa B.P. _Londres_.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*MEUS LEITORES E AMIGOS, NA PROXIMA POSTAGEM,TRAREI OUTRO POETA!*
-----***-----
*QUANDO ESTE `ESPACO'' DEIXAR DE SER UM EMBRIAO, FAR-LHES-EI UM CONVITE!*
-----***-----
* AGORA, FIQUEM BEM E DIVIRTAM-SE!!! SEJAM FELIZES!!!
---***-----***-----***-----***-----***-----***-----


Escrito por Heloísa às 7:30:00 da tarde.

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