(¯`·._.· HELOÍSA ·._.·´¯)

Suas vivências: coerências e incoerências... sua viagem no Tempo presente, atravessando as pontes do passado.

Conterá Poesia, Prosa Poética e uma abordagem simplificada as diversas formas de ARTE.

Minha finalidade é aproveitar este *ESPAÇO* privilegiado, como veículo de comunicação,
para fazer isso mesmo: *COMUNICAÇÃO* e inter-acção entre quem escreve e quem lê e... vê:*VISITANTES DESTE ESPAÇO*

*PERDOEM A AUSÊNCIA DE ACENTOS*

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(¯`·._) sexta-feira, março 19, 2004 (¯`·._)


*** POESIA ALIMENTO DA ALMA***

_NECESSITAMOS DE BELEZA DEPOIS DE TANTA TRISTEZA_!
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_Porem, e, talvez ,porque minha Alma esta' triste... O POETA que vos trago hoje, deixou-nos na sua MARAVILHOSA OBRA, um "Mundo" de tristes POEMAS ,que sao a expressao da Sua ALMA DOLORIDA!_E' ELE "ELMANO SADINO"!
_OU SEJA:_***MANUEL MARIA BARBOSA DU BOCAGE***!
*******************************************

_Ha' quem o considere o Maior Poeta de Lingua Portuguesa (ou o mais popular) ,depois de CAMOES_!

_Eu tenho particular preferencia por BOCAGE_!

_Comove-me a Sua Vida! E, que, embora se diga, que foi estravagante e boemia (e seria!)...
Foi tambem, de Aventura ,de Luta e Rebeldia _E PAIXAO_!!!.............
...Os seus belos (polemicos, muitos deles) POEMAS dizem-nos isso!

_Desde muito novinha, comecei a le-LO "AS ESCONDIDAS":_ nessa altura, nao se permitia a "menininhas" que lessem "essa" POESIA_!

_Mais tarde e, ja' adulta, tive o grato privilegio de me ser oferecida (a mim e, mais pessoas)a *Sua Obra Completa*, numa Linda e Elegante "Edicao Especial":o que me deixou "Super Feliz"!!!
Mas, quis o "Destino" (ou sei la' QUEM!?...), que *ELA* me desaparecesse numa mudanca de residencia e, ate' hoje, nunca mais a vi: COM ENORME DESGOSTO MEU!!!

_De quando em vez, ando a "vasculhar" nos "Alfarrabistas", na Esperanca de por la' "A" encontrar (Esperanca, diz-se: ser a "Ultima que Morre"!... SERA'!??)............
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*** BOCAGE***
***********************************
_Tambem conhecido por ELMANO SADINO_,

Nasceu a 15 de Setembro de 1765, em Setubal (Cidade que adoro e, em cujo Distrito vivi)! Seu pai era advogado, sua mae, uma Senhora francesa.

_Manuel Maria,em 1768 embarca para a India (entrou aos 14 para a Academia Real da Marinha.).
Ele tem uma Vida "errante e "aventurosa": _Vive em Goa cerca de dois anos e regressa a Portugal com 25anos!

Vive uma Vida desregrada. E, as suas"peripecias" ,tornam-se conhecidas; o que, nao ajuda nada, a sua "Boa Imagem" na sociedade de entao (pese embora, que a "Sociedade", nao sofreu grandes, nem beneficas, mudancas ate' hoje! Mas...enfim...)! E, entre varias vicissitudes e desaires, acaba mesmo, por vir a ser preso!..................

_A Sua Obra e' extensa e Versatil (Ele, estudou intensamente)! Embora ,a sua grande maioria seja pouco conhecida do "Grande Publico" _infelizmente_!

...Muitas pessoas so' aliam BOCAGE as anedotas e, poucos, conhecem a sua *Lirica Maravilhosa* e reveladora de uma *Grande e Sofrida Alma*! _Desconhecem, tambem, o seu acutilante sarcasmo, bem como, a Beleza Sensual de sua POESIA EROTICA! Para alem de ,ELE, ter sido tambem, *Um SER Inteligente, *VIVO* _capaz ate', de rir da propria fatalidade_!

_Deixo-vos aqui ,apenas, um "ABRIR DE APETITTE" ,para quem desejar procurar a sua EXCEPCIONAL OBRA E, le-LA ,pela primeira vez, ou... RELE-LA!!! _Nao cansa_! Para quem o AMA_!

_BOCAGE VEM A FALECER EM 1805 em 21 de Dezembro, POBRE E DOENTE_!!!
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*** SONETOS***
***********************




*A Restauracao de Portugal em 1640*
__________________________________


Cesaroes, Viriatos, Apimanos,
Vos que, brandindo vingadora espada,
Tentastes sacudir da Patria amada
O vil, o ferreo jugo dos Romanos.

Surgi, vede-a no sangue de tiranos
Inda piores outra vez banhada,
E a nossa liberdade edificada
No estrago dos intrusos Castelhanos.

Aos senhores do mundo armipontentes
Arrancastes, em belica porfia,
Parte do loiro que lhe honrava as frentes;

Porem com milagrosa valentia
Os vossos memoraveis descendentes
Fizeram mais livraram-se num dia!

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~





Lusos herois, cadaveres cedicos,
Erguei-vos dentre o po', sombras honradas,
Surgi, vinde exercer as maos mirradas
Nestes vis, nestes cres, nestes mesticos.

Vinde salvar destes pardais casticos
As searas de arroz, por vos ganhadas;
Mas ah! Poupai-lhe as filhas delicadas,
Que. Elas culpa nao tem, tem mil feiticos.

De pavor ante vos no chao se deite
Tanto fusco raja, tanto nababo,
E as vossas ordens, tremulo, respeite.

Vao para as varzeas, leve-os o Diabo;
Andem como os avos, sem mais enfeite
Que o langotim, diametro do rabo.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~





O retrato da morte! O' Noite amiga,
Por cuja escuridao suspiro ha' tanto!
Calada testemunha de meu pranto,
De meus desgostos secretaria antiga!

Pois manda Amor que a ti somente os diga
Da'-lhes pio agasalho no teu manto;
Ouve-os, como costumas, ouve, enquanto
Dorme a cruel que a delirar me obriga.

E vos, o' cortesaos da escuridade,
Fantasmas vagos, mochos piadores,
Inimigos, como eu, da claridade!

Em bandos acudi aos meus clamores;
Quero a vossa medonha sociedade,
Quero fartar meu coracao de horrores.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~





Meu ser evaporei na lida insana
Do tropel de paixoes, que me arrastava;
Ah!, cego eu cria, ah!, misero eu sonhava
Em mim quase imortal a essencia humana.

De que inumeros sois a mente ufana
Existencia falaz me nao doirava!
Mas eis sucumbe a Natureza escrava
Ao mal que a vida em sua origem dana.

Prazeres, socios meus e meus tiranos!
Esta alma, que sedenta em si nao coube,
No abismo vos sumiu dos desenganos.

Deus, o' Deus!... Quando a morte a luz me roube,
Ganhe um momento o que perderam anos.
Saiba morrer o que viver nao soube.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~





Camoes, grande Camoes, quao semelhante
Acho teu fado ao meu, quando os cotejo!
Igual causa nos fez, perdendo o Tejo,
Arrostar co'o sacrilego gigante;

Como tu, junto ao Ganges sussurrante,
Da penuria cruel no horror me vejo;
Como tu, gostos vaos, que em vao desejo,
Tambem carpindo estou, saudoso amante.

Ludibrio, como tu, da Sorte dura
Meu fim demando ao Ceu, pela certeza
De que so' terei paz na sepultura.

Modelo meu tu es, mas... oh, tristeza!...
Se te imito nos transes da Ventura,
Nao te imito nos dons da Natureza.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~





Adamastor cruel! De teus furores
Quantas vezes me lembro horrorizado!
o' monstro! Quantas vezes tens tragado
Do soberbo Oriente os domadores!

Parece-me que entregue a vis traidores
Estou vendo Sepulveda afamado,
Co'a esposa e co'os filhinhos abracado,
Qual Mavorte com Venus e os Amores.

Parece-me que vejo o triste esposo,
Perdida a tenra prole e a bela dama,
As garras dos leoes correr furioso.

Bem te vingaste em nos do afoito Gama!
Pelos nossos desastres es famoso.
Maldito Adamastor! Maldita fama!

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~




*SONETO DITADO NA AGONIA*
_______________________________



Ja' Bocage nao sou!... a cova escura
Meu estro vai parar desfeito em vento...
Eu aos Ceus ultrajei! O meu tormento
Leve me torne sempre a terra dura;

Conheco agora ja' quao va figura,
Em prosa e verso fez meu louco intento:
Musa!... Tivera algum merecimento
Se um raio da razao seguisse pura.

Eu me arrependo; a lingua quase fria
Brade em alto pregao a mocidade,
Que atras do som fantastico corria:

Outro Aretino fui... a santidade
Manchei!... Oh! Se me creste, gente impia,
Rasga meus versos, cre na eternidade!


(Este, e' um dos bastante conhecidos dele: "Ja' Bocage nao sou!..." )

##~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~##




*AUTOBIOGRAFIA*
__________________________


De ceruleo gabao nao bem coberto,
passeia em Santarem chuchado moco,
mantido, as vezes, de sucinto almoco,
de ceia casual, jantar incerto;

dos esbrugados peitos quase aberto,
versos impinge por miude e grosso;
e do que em frase vil chamam caroco,
se o que, e' vox clamantis in deserto;

pede as mocas ternura, e dao-lhe motes;
que, tendo um coracao como estalage,
vao nele acomodando a mil peixotes.

Sabes, leitor, quem sofre tanto ultraje,
cercado de um tropel de franchinotes?
_ E' o autor do soneto: _ e' o Bocage.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~


*EPIGRAMAS*
******************
*************************
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~


*O pai enfermo e o doutor*
__________________________


Um velho caiu na cama;
Tinha um filho esculapino,
Que para adivinhacoes
Campava de ter bom tino.
O pulso paterno apalpa,
E receitar depois vai;
Diz-lhe o velho, suspirando:
"Repara que sou teu pai."


*A molestia e a receita*
____________________


Para curar febres podres
Um doutor se foi chamar,
Que feitas as cerimonias,
Comecou a receitar.
A cada penada sua
O enfermo arrancava um ai!
_ "Nao se assuste (diz Galeno),
Que inda desta se nao vai."
_Ah! senhor! (torna o coitado,
Como quem seu fado espreita)
Da molestia nao me assusto,
"Assusto-me da receita."


*Conselho a um impaciente*
______________________________


Homem de genio impaciente,
Tendo uma dor infernal,
Pedia, para matar-se,
Um veneno, ou um punhal.
_ "Nao ha' (lhe disse um vizinho
Velho que pensava bem),
Nao ha' punhal, nem veneno;
Mas o medico ai' vem."


*A parca e o medico*
______________________


O' "Morte! (Clamava o doente)
Este misero socorre."
Surge a Parca de repente,
E diz de longe: _ "Recorre
Ao teu medico assistente."


*Vinganca do medico*
______________________


Um medico ressentido
De certo seu ofensor,
Ante um amigo exclamava,
Todo abrasado em furor:
_ "Para punir este indigno,
Este vil, tomara um raio."
Acode o outro: _ "Ha' um meio
Muito mais facil; curai-o".


*O recipe*
_________________


Pos-se medico eminente
Em voz alta a receitar.
_ "Recipe" (diz)... de repente
Grita da cama o doente:
_ "Basta, que mais e' matar."


*O adeus do doutor*
_____________________


Um medico receitou:
Subito o recipe veio.
Do qual no bucho do enfermo
Logo embutiu copo e meio,
_"Adeus ate' a manha"
(Diz o fofo professor).
Responde o doente: _ "Adeus
Para sempre meu doutor".


*O letrado*
________________


Inda novel demandista
Um letrado consultou,
Que, depois de cem perguntas,
Tal resposta lhe tornou:
_ "Em Cujacios, em Monoquios,
Em Pegas e Ordenacao
Em Reinicolas e Estranhos

**************************

__E, MAIS UM SONETO__
-----------------------------
(Este de espirito digamos... "mais espirituoso!...")


*Amar dentro do peito...*
________________________


Amar dentro do peito uma donzela;
Jurar-lhe pelos ceus a fe' mais pura;
Falar-lhe, conseguindo alta ventura,
Depois da meia-noite na janela:

Faze-la vir abaixo, e com cautela
Sentir abrir a porta, que murmura;
Entrar pe' ante pe', e com ternura
Aperta'-la nos bracos casta e bela:

Beijar-lhe os vergonhosos, lindos olhos,
E a boca, com prazer o mais jucundo,
Apalpar-lhe de leve os dois pimpolhos:

Ve-la rendida enfim a Amor fecundo;
Ditoso levantar-lhe os brancos folhos;
E' este o maior gosto que ha' no mundo.

------------------------------------------
*********************************


EXCELENTES END: DE PESQUISA: *PROJECTO VERCIAL*
E, *AS TORMENTAS*
http://www.astormentas.com/din/poema.asp?key=3712&titulo=Amar+dentro+do+peito%2E%2E%2E
http://www.astormentas.com/index.htm/
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*************************************

_Voltarei oportunamente com mais POESIA de BOCAGE, bem como algo mais sobre a lida cidade do Sado: SETUBAL!
_Estuario de um rio lindo: RIO SADO (onde ha' alguns anos eu via GOLFINHOS a seguir os barcos no "caminho" para TROIA (outro "Paraiso _NAO SEI SE PERDIDO!??)! LINDO E MARAVILHOSO DE SE OBSERVAR!
_Se nao eu nao fosse esta "negatividade" com um computador nas maos... poderia deixar-lhes aqui algumas fotos de Setubal para quem nao conhece; bem como, de Troia! Assim,
terei de esperar pela ajuda e, boa vontade, de AMIGOS, ou da minha filha!...Como tal, prometo que voltarei a BOCAGE e a Sua cidade: _SETUBAL_!

_Ate' la', deixo-Vos com o meu abraco amigo e, uma "GOTA" do imenso MUNDO DE TALENTO POETICO, QUE FOI (E') MANUEL MARIA BARBOSA DU BOCAGE!
*************************************************
++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
_______________________HELOISA B. P
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
**********************************strong>


Escrito por Heloísa às 7:02:00 da tarde.

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