(¯`·._.· HELOÍSA ·._.·´¯)

Suas vivências: coerências e incoerências... sua viagem no Tempo presente, atravessando as pontes do passado.

Conterá Poesia, Prosa Poética e uma abordagem simplificada as diversas formas de ARTE.

Minha finalidade é aproveitar este *ESPAÇO* privilegiado, como veículo de comunicação,
para fazer isso mesmo: *COMUNICAÇÃO* e inter-acção entre quem escreve e quem lê e... vê:*VISITANTES DESTE ESPAÇO*

*PERDOEM A AUSÊNCIA DE ACENTOS*

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Conversando com as Palavras
ASHERA Concurso de Poesia 2008

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(¯`·._) quarta-feira, outubro 27, 2004 (¯`·._)


***EM JEITO DE "ATE LOGO"***

***MARIA***
Por minha vontade, deixava esta "Postagem" que fala (apenas um pouco) sobre
MARIA AZENHA, ate',a "Eternidade"!... Mas, porque isso e' impossivel... e, por respeito, com *Todos os meus Amigos e Leitores*, virei dentro de um, ou alguns dias, colocar um novo "Post"!
E, em jeito de Agradecimento, a TODOS os que deixaram PALAVRA, nesta Postagem, demonstrando estima e, ou, interesse, por conhecer esta *MULHER-Escritora-POETISA*(alguns, ja' a conheciam bem e, sao ate', seus Amigos!), eu digo:_MUITO OBRIGADA_! E, deixo aqui, visivel, os seus *Enderecos de Blog*; expressando, assim, o meu sentimento de gratidao, de um modo, digamos: mais "materializado"!

_No meu ponto de vista, a melhor forma de homenagearmos MARIA AZENHA, e' divulgando-A!_Lendo e, dando a ler, os seus Livros :a Sua OBRA (Vasta!)!
_E', o que estou fazendo, ja', junto dos que me estao mais proximos:_Familia, Amigos,Colegas, Vizinhos_!

_*MARIA*,
Obrigada, mais uma vez (nunca encontro demais!...), por me Ofertar Sua AMIZADE_!

_SEJA FELIZ E PROSPERA_!

_No meu coracao, permanecera', SEMPRE_!!!.........................

_Vou deixar, entao, os enderecos de TODOS os meus Amigos e Visitantes ,que leram este "Post"!E, deixo tambem, para a *MARIA*, e para Todos Nos, a companhia, na forma Poetica, de*DUAS MULHERES*:_MULHERES DE LETRAS E SABERES e, muito "Proximas", de *MARIA AZENHA*! Bem como, aqui fica, tambem,a "companhia" de um *HOMEM*, de quem, todos nos, nos sentimos "Proximos" mas... dificil, e' essa "Proximidade"!!!..................
-----------------------------------------
********************************
_ENDERECOS:


Stela (http://www.mstela.blogger.com.br)

Laura (http://laurarj.blogger.com.br

LetrasAoAcaso (http://LetrasAoAcaso.weblog.com.pt)

amita (http://brancoepreto.blogs.sapo.pt

sandro (http://www.caodacosta.theblog.com.br

Larousse (esta' nos meus links: Ceu e Inferno)

Nefertari (tambem: Casa de Contos)

Peter (http://conversasdexaxa2.blogs.sapo.pt (Tem estado nos ultimos dias, "Postando" belissimos POEMAS de *MARIA*!).

lua_sol1 (http://blogamizade.blogs.sapo.pt/)

Ana Sofia (http://princesinha.blogs.sapo.pt/)

(http://www.luzdaminhaalma.zip.net/ (Volta rapido, AMIGA!)


maria azenha (http://patriadagua.blogspot.com/ (BOM! Este, e' o novissimo BLOG da MARIA! _Quem nao teve ainda, oportunidade de la' ir, nao deixe de o fazer!_Tanto quanto, penso saber, e' baseado numa Obra ja' editada da AUTORA_!)

Míriam Monteiro (http://http:migram.blog.uol.com.br)

betania (http://betanices.blogs.sapo.pt)


Albino Santos (http://vozactiva.blogspot.com)

Maria Branco (http://cumplicidadespartilhadas.blogspot.com/

Ana (http://www.fonteboa.blogspot.com

Luciana (Lu Furtado) (http://www.mileumanotas.com/comentar2.htm

Antonio Carlos (http://contosdesencontros.zip.net

Marina (http://miscelania_by_marina.zip.net/

bluegift (Nao conheco o endereco de Blog (nao sei se tera'!?) desta Leitora*. Mas, vejo-a com frequencia e agrado, *colaborando* no *Conversas de Xaxa2* (citado acima)!_Apesar de ser minha "visitante" recente, a CONSIDERACAO, que nutro por Ela, e' a mesma que nutro por qualquer UM que me visite (ja' muito Amiga, ou, apenas,uma relacao cordialmente simpatica!).

myryan (http://outrademim.blogs.sapo.pt/

Rodrigo (http://www.holisticos.weblogger.terra.com.br5)

maat7 (http://patriadagua.blogspot.com) (UM SORRISO*!)

***************************************AQUELES*
que nao estiveram AQUI*, neste "Post", estao, naturalmente, em minha lembranca e num cantinho do meu CORACAO!

_Renovo o meu AGRADECIMENTO!
************************************Agora, mais POESIA!
Desta feita, a POESIA de SOPHIA:

***Sophia de Mello Breyner Andresen***
**************************************

*Pátria*
_______________
Por um país de pedra e vento duro
Por um país de luz perfeita e clara
Pelo negro da terra e pelo branco do muro
Pelos rostos de silêncio e de paciência
Que a miséria longamente desenhou
Rente aos ossos com toda a exatidão
Dum longo relatório irrecusável

E pelos rostos iguais ao sol e ao vento

E pela limpidez das tão amadas
Palavras sempre ditas com paixão
Pela cor e pelo peso das palavras
Pelo concreto silêncio limpo das palavras
Donde se erguem as coisas nomeadas
Pela nudez das palavras deslumbradas

— Pedra rio vento casa
Pranto dia canto alento
Espaço raiz e água
Ó minha pátria e meu centro

Eu minha vida daria
E vivo neste tormento

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

*Liberdade*
_____________

Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

*Poesia*
__________

Se todo o ser ao vento abandonamos
E sem medo nem dó nos destruímos,
Se morremos em tudo o que sentimos
E podemos cantar, é porque estamos
Nus em sangue, embalando a própria dor
Em frente às madrugadas do amor.
Quando a manhã brilhar refloriremos
E a alma possuirá esse esplendor
Prometido nas formas que perdemos.

Aqui, deposta enfim a minha imagem,
Tudo o que é jogo e tudo o que é passagem.
No interior das coisas canto nua.

Aqui livre sou eu — eco da lua
E dos jardins, os gestos recebidos
E o tumulto dos gestos pressentidos
Aqui sou eu em tudo quanto amei.

Não pelo meu ser que só atravessei,
Não pelo meu rumor que só perdi,
Não pelos incertos atos que vivi,

Mas por tudo de quanto ressoei
E em cujo amor de amor me eternizei.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
************************************SEM PALAVRAS!
(Fonte:_in Jornal de Poesia).
-------------------------------------------
*********************************


***Natália Correia***
**************************

*Retrato Talvez Saudoso
da Menina Insular*
____________________

Tinha o tamanho da praia
o corpo era de areia.
E ele próprio era o início
do mar que o continuava.
Destino de água salgada
principiado na veia.

E quando as mãos se estenderam
a todo o seu comprimento
e quando os olhos desceram
a toda a sua fundura
teve o sinal que anuncia
o sonho da criatura.

Largou o sonho nos barcos
que dos seus dedos partiam
que dos seus dedos paisagens
países antecediam.

E quando o seu corpo se ergueu
Voltado para o desengano
só ficou tranqüilidade
na linha daquele além.
Guardada na claridade
do olhar que a retém.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

*Nictofagia*
_____________

Se eu pudesse beber-te, ó noite,
Até encontrar o teu gosto,
Ou mordendo a ponta do açoite
Da tua treva no meu rosto,

Achasse a planície de lume
De que és uma aresta de estrelas
E sonhando sem peso e volume
Fosse um sonho de chão a tece-las

E na praia de um trilo sem flauta,
Instrumento das harpas do fundo
Duma água escorrida da pauta
Da manhã mais antiga do mundo,

Me estendesses, ó noite florida
Das sementes que trazes no punho,
Uma adolescência impelida
Pelo arco das brisas de junho!

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

*Cântico do País Emerso*
______________________

Os previdentes e os presidentes tomam de ponta
Os inocentes que têm pressa de voar
Os revoltados fazem de conta fazem de conta...
Os revoltantes fazem as contas de somar.

Embebo-me na solidão como uma esponja
Por becos que me conduzem a hospitais.
O medo é um tenente que faz a ronda
E a ronda abre sepulcros fecha portais;

Os edifícios são malefícios da conjura
Municipal de um desalento e de uma Porta.
Salvo a ranhura para sair o funeral
Não há inquilinos nos edifícios vistos por fora

Que é dos meninos com cataventos na aérea
Arquitetura de gargalhadas em cornucópia?
Almas bovinas acomodadas à matéria
Pastam na erva entre as ruínas da memória,

Homens por dentro abandalhados em unhas sujas
Que desleixaram seu coração num bengaleiro;
Mulheres corujas seriam gregas não fossem as negras
Nódoas deixadas na sua carne pelo dinheiro;

Jovens alheios à pulcritude do corpo em festa
Passam por mim como alamedas de ciprestes
E a flor de cinza da juventude é uma aresta
Que me golpeia abrindo vácuos de flores silvestres

E essa ansidedade de mim mesma me virgula
Paula de pátria entressonhada. É um crisol.
E, o fruto agreste da linfa ardente que em mim circula
Sabe-me a sol. Sabe-me a pássaro. Pássaro ao sol.

Entre mim e a cidade se ateia a perspectiva
De uma angústia florida em narinas frementes.
Apalpo-me estou viva e o tacto subjectiva-me
a galope num sonho com espuma nos dentes.

E invoco-vos, irmãos, Capitães-Mores do Instinto!
Que me acenais do mar com um lenço cor da aurora
E com a tinta azulada desse aceno me pinto.
O cais é a urgência. O embarque é agora.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * ***********
**********************************************E...
"O CAIS E' A URGENCIA. O EMBARQUE E' AGORA."
****************************************************Eis, a *Poetica
Brava e Destemida*, ***NATALIA CORREIA!***

*************************************************E...EIS,
*O HOMEM*!
_O POETA*!
_O "FILOSOFO"!
_O REVOLTADO*!
_O SONHADOR*!_O GUARDADOR DE REBANHOS E... DE *LETRAS*_!!!
_GUARDOU-AS NO CEREBRO ,NA ALMA E NO CORACAO!...
E... "LANCOU-AS AO VENTO, PARA QUE CAISSEM EM FRENTE A NOSSA JANELA:_*JANELA DA ALMA*_!!!

***FERNANDO PESSOA***
______________________

*Não sei quantas almas tenho*
________________________

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que sogue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

(Alberto Caeiro)

*III - Ao Entardecer*
____________________

Ao entardecer, debruçado pela janela,
E sabendo de soslaio que há campos em frente,
Leio até me arderem os olhos
O livro de Cesário Verde.

Que pena que tenho dele!Ele era um camponês
Que andava preso em liberdade pela cidade.
Mas o modo como olhava para as casas,
E o modo como reparava nas ruas,
E a maneira como dava pelas cousas,
É o de quem olha para árvores,
E de quem desce os olhos pela estrada por onde vai andando
E anda a reparar nas flores que há pelos campos ...

Por isso ele tinha aquela grande tristeza
Que ele nunca disse bem que tinha,
Mas andava na cidade como quem anda no campo
E triste como esmagar flores em livros
E pôr plantas em jarros...


* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

*XXXVI - Há Poetas que são Artistas *
_______________________________

E há poetas que são artistas
E trabalham nos seus versos
Como um carpinteiro nas tábuas!...

Que triste não saber florir!
Ter que pôr verso sobre verso, como quem constrói um muro
E ver se está bem, e tirar se não está!...
Quando a única casa artística é a Terra toda
Que varia e está sempre bem e é sempre a mesma.

Penso nisto, não como quem pensa, mas como quem respira,
E olho para as flores e sorrio...
Não sei se elas me compreendem
Nem sei eu as compreendo a elas,
Mas sei que a verdade está nelas e em mim
E na nossa comum divindade
De nos deixarmos ir e viver pela Terra
E levar ao solo pelas Estações contentes
E deixar que o vento cante para adormecermos
E não termos sonhos no nosso sono.


* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * ***************.....NEM EU SEI SE ME COMPREENDO A MIM!... Se compreendo a *Verdadeira Poesia*..."As tabuas do soalho" ou... a TERRA onde "Descansarei"!???_Nem eu sei, o que faco AQUI*!!!!(???)................

_So' sei, que VOS desejo TODO O BEM!
_BEM-HAJAM_!
_MARIA, espero que GOSTE da COMPANHIA_!!!

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
E...
***MARIA AZENHA***
*****************************

*Século XXI ao longe!*
_____________________

De aqui de Portugal saúdo-vos ó todas as máquinas,
Século XXI ao longEstrelas extáticas!
Cidade com todos os movimentos por fora dos portões do
[absoluto!

Todos os vaivéns de Apolo para os cárceres privados
Todas as lixeiras monumentais pululando comigo,
Todas as orgias báquicas lá ao fundo dos muros,
Toda a erecção abstracta na literatura dos poetas
Toda a pulsação histérica! das raízes, das árvores, das pedras,
Todos os versos-símbolos roçando-se contra a força de Newton,
Todas as meretrizes-gestos aos concretos da alma,
Meus versos, meus pulos, meus urros!
Minhas sensações maiores em fuga para os símbolos!
Saúdo-vos! Saúdo-vos enfim deste solo!
Abram-se-me todas as portas!
Abram-se-me todas as janelas do passado!
Grande Carnaval de sensações cariocas,
Corpo e alma na contiguidade do Universo,
Ó sempre moderno e eterno átomo dos Cantores Transfinitos
Na voz universal dos poetas!

Por tudo isto vos saúdo.
Por tudo isto vos transmudo
Na consanguinidade da Terra e para a literatura do futuro.

Quero escrever agora sem intervalos nesta unidade moderna!
Quero escrever sem símbolos para a música das máquinas.
Quer ficar aqui, na impossibilidade de consubstanciar o mundo.
Quero passar e berrar e fazer literatura a todos os gritos.
Quero soltar os ventos e ir parar a todos os sítios,
Ser arremessada, atirada contra os muros, como as coisas que
[já estão longe,

E têm a força para além do infinito.
Ir por fora e por dentro a todos os momentos de tudo,
Por fora e por dentro de todas as fraternidades,
Mãos-dadas, palmas, sindicatos, comércios,
Estrelas extáticas no meu cérebro!

Século XXI ao longe!
Quantas vezes beijei o teu retrato!
Quantas vezes te marquei de Transfinitos!
Quantas vezes Rousseau, Picasso e todos os génios
Que estão para além de ti!
Ah, quantas vezes uma ânsia me ficou...

Alma-chave!, Alma-fera!
Alma-seta para todos os meus gestos carnais do passado,
Para todos os meus espasmos contidos!
Quantas vezes eu te bati!
Tu, carregado de limites!,
Século XXI ao longe! e a Cidade do Futuro!

Fora os políticos! Fora os literatos !
E os mercadores fáceis da literatura!

Fora com tudo!

Tudo isso é letra suja que mata
E esbarra com o espírito.
Deus é o sentido plurívoco do Universo.
Deus é o sentido antigo, motor-escada para o progresso:
Nave, grito, astrolábio,
Robot de todas as metafísicas!
Tudo numa grande corrida, numa grande indústria,
Numa grande marcha para a cidade no espaço.
Enfim, abstractamente, tudo rodando para cima de tudo
E fazendo um ruído disperso.
A alma é só una.
A alma é só una!

Por isso é a ti que endereço esta Carta Democrática,
Ë para ti que eu salto para cima de todas as ânsias inquietas
e confusas:
Círculos máximos, paralelos,
Panfletos de Futuro sobre os muros,
Paradeiro certo, ó grande libertador do cárcere das mulheres,
E não só!
Tua alma é nave!
Tua alma é ponte!
Não há apenas o sonho! Há a vida também!
E talvez uma outra terra para todos os propósitos incompletos,
Cortejo de mim,

Avé, salvé!
..........................................................................................
.........................................................................................

Gargalhadas com mandíbulas colectivas,
Braços de memória em uníssono nas vigílias,
Tatuagens com coágulos nos cachimbos
Velhas a fumar Tempo!

....................................Quando são dois e é só um a unidade,

Quando são três e continua a ser Um.
Quando são muitos e a unidade permanece.
Quando a inteligência é o princípio superior do Universo.
Por tudo isto vos saúdo,
Por tudo isto vos transmudo na voz universal dos poetas!
Por tudo isto, século XXI ao longe,
E a Cidade do Futuro!

******************************************EU TE SAUDO O' *POETA*
DO PRESENTE, QUE JA' ESCREVESTE LINHAS DO *FUTURO*!!!_EU VOS
SAUDO O' *POETAS* DO PASSADO, QUE ESCREVESTES PARA O PRESENTE COM OS OLHOS E A ALMA VISLUMBRANDO, "ADIVINHANDO" "O FUTURO*!!!....
_EU VOS SAUDO COM AMOR E RESPEITO_QUASE DEVOCAO_, O' POETAS
DA MINHA TERRA_DA MINHA PATRIA_, E, DA IMENSA "PATRIA" QUE E' ESTA *LINDA E, IMPREVISIVEL, BOLA AZUL*!!!
---------------------------------------------------------------
*************************************************

_Abraco-Vos!
_Vossa,
_Heloisa B.P.
--------------------------------
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~





&&&&&&&&&&&&&&&&&&&*FACO AQUI UM GENERO DE "ADENDA"!

_Podia, abrir hoje, um novo "Post"!... Mas, nao o quero fazer, porque esta postagem obedece a um Ciclo (UM CRITERIO!) e, ja' tenho preparado, na minha "mente", QUEM se segue a *MARIA AZENHA*! E,
porque desejo que *ELA* permaneca ,ainda, AQUI,BEM VISIVEL e, penso, que *Minha Amiga MARIA*, generosa como e', nao se importara' e, ate', se sentira' BEM, por partilhar um mesmo "Espaco Fisico", com um OUTRO *POETA* e, ao mesmo tempo, fazer Divulgacao de ALGO, que nos interessa a TODOS :_SAUDE "versus" DOENCA!_ No caso, esta:

_O QUE SE DEVE SABER SOBRE O DOENÇA DE PARKINSON?

Acabo de receber, da Dra. Anne Frobert, uma mensagem dirigida a todos os portadores da doença de Parkinson, às suas famílias e à classe médica em Portugal, cujo interesse da sua divulgação justifica que aqui interrompa, por breve instantes, este livro de poesia.
Bonjour,
Je suis très heureuse de t'envoyer un travail que, j'espère, tu pourras diffuser au Portugal le plus largement possible.
Regarde-le puis montre-le largement, il est gratuit et fait déjà le tour du monde.
Les neurologues nous donnent tous leurs félicitations.
Lis ce que j'ai écrit sur mon blog aujourd'hui : Associação Parkemedia
Je t'embrasse,
Anne
A Dra. Anne Frobert colocou à disposição de todos os Portugueses uma sequência de slides por si idealizada, realizada por António Cortina e traduzida para Português pelo Professor Dalva Molnar.

O QUE SE DEVE SABER SOBRE O DOENÇA DE PARKINSON?
Uma apresentação PowerPoint
Sequência de Slides
ANNE FROBERT
É formada em medicina pela Universidade Claude Bernard de Lyon, na França. Estudou ginecologia – obstetrícia e especializou-se em cirurgia de câncer ginecológico.
"Em Maio de mil novecentos e noventa e nova (1999), alguns dias antes do seu quadragésimo segundo (42°) aniversário, a sua mão direita foi progressivamente ficando paralisada e, finalmente, um diagnóstico de doença de Parkinson precoce.Graças à ajuda da Internet pelos doentes do mundo inteiro, conheceu o Professor Marcilio Dos Santos e Dalva De Paula Molnar (do Brasil) com os quais se corresponde praticamente todos os dias desde há meses."
Afinal sofrer de Parkinson está incluído no título do meu blog “Poemas de Amor e Dor”
Termino esta mensagem com um poema dedicado à Dra. ANNE FROBERT

***ALVOROÇO***
______________

Escondo a mão,
Mão no bolso.
Qual a razão
Do alvoroço!

Todos me olham
Todos reparam
Que trapalhada,
(se fosse canhoto
Disfarçava!)

Treme a mão
Treme o garfo
Não tenho fome!?
Peço um café.
Sofro!

Rogério Simões
3/6/2004
(A todos os que me visitam obrigado)
Posted by spp10183 at outubro 26, 2004 10:56 PM

**************************************************


AO POETA E AMIGO

***ROGERIO SIMOES***

Eu, peco humildemente, PERDAO, por ter trazido do seu EXTRAORDINARIO BLOG_*POEMAS DE AMOR E DOR*_, este *POST* Informativo e Divulgativo, desta DOENCA que a qualquer de nos pode atingir, se... nao atingiu ja'!!!
_Na sequencia, do comentario/mensagem, deixado por Este meu Leitor e AMIGO (MUITOS DE VOS CONHECEM E SOIS AMIGOS, TAMBEM!), no espaco de comentrios deste meu blog; eu senti, instintivamente, e, imediatamente,o desejo de o Visitar e ao LER nao resisti em deixar aqui este "Testemunho" perante VOS!
E... fica tambem o POEMA_Peuenissima "amostra" de TODOS OS BELOS POEMAS QUE ROGERIO ESCREVE E, ja' tem divulgados nos *SEUS ESPACOS NA NET E...nao so'!...

_Nao resisti, igualmente, em deixar neste mesmo Espaco, o proprio comentario do AUTOR, no seu proprio BLOG!

_Sinto Nele muita Angustia! E... quero Solidarizar-me com Ele :_E' pouquissimo, o que me e' possivel fazer! Mas, e' com todo o sentir do meu coracao!
_E, fica assim, deste modo simples, uma palavra de conforto , A TODOS OS ATINGIDOS POR ESTA (ou, Outra) DOENCA!

_*DOENCA NAO E' VERGONHA_!

COMENT:

"O EGOÍSMO versos DESAMOR Dia a dia o amor vai dando lugar ao desamor; quebra os sentidos e a vida não passa de uma desmesurada incerteza onde impera a ganância, a injustiça e a pobreza. Pobres dos pobres de espírito, que supostamente estão no topo, e não “topam” os que precisam. É fácil dizer- temos de ser solidários! Não é fácil ser!?. A vida é tortuosa, manhosa e vai tudo numa pressa. E nós os poetas temos esta nobre missão: Escrever em poema o que vai na alma e no coração. Hoje apetece-me falar - dizer mais e mais. Dizer por exemplo: por mais promissora que seja a evolução científica na sociedade, se não houver lugar ao amor, à solidariedade, o futuro do homem - como ser individual e sustentáculo de uma Sociedade moderna - será mais incerto, mais máquina, mais autómato, e, certamente, haverá um grave revés da humanidade. Receio que o ser humano perca a sua individualidade. Passe a ser chamada por um número qualquer como se fosse uma peça de inventário. Que importa se o homem tem fome? Que importa que o homem sofre? Que importa? E a quem importa? Todos os dias constato que a sociedade está mais injusta: onde os ricos são mais ricos e os pobres mais pobres. Sociedade egoísta, versos, desamor. Dia a dia caem os valores morais e só contam as estatísticas ou as terrenas ilusões de estar na "berra" Há demasiado egoísmo e nada sobra. A sociedade a bater no fundo! Não quero com isto ser "Velho do Restelo", ter pensamentos retrógrados. A ciência, a evolução social da humanidade terá de ter o seu curso normal. Ninguém quer voltar atrás. Porém, importa olhar e investir cada vez mais no homem. Passou o tempo em que os pais tinham tempo para os filhos. Passou o tempo que os pais tinham tempo para os avós. Passou o tempo em que os avós tinham tempo para os netos. E passou o tempo em que os meninos tinham família. Só há tempo para o fútil, para a notícia brejeira, para a asneira e para a coscuvilhice. E nós, poetas, só podemos expressar o nosso sentir - agitar este dia a dia que nos consome e nos mata. Se tempo tivesse perderia por aqui algumas horas a meditar. A escrever sobre este tema. Mas volto a ser poeta... Estamos no Outono, vem aí o Inverno, aproxima-se rapidamente a Primavera e terá um final verde, renascido, com um milagre feliz. Lá para o ano teremos de novo a alegria (esperança de poeta) de ver a pequenada à pedrada, empoleirada nas árvores, em busca do fruto renascido e proibido. E por todo lado vão coexistir escolas cheias e recreios doirados e nas cidades haverá lugar a brincadeiras seguras e a mil e uma aventuras. Ao final do dia, ao redor de uma lareira ou numa sala de estar, lá vão estar os avós, os pais e os netos a recordarem as aventuras da vida, numa transmissão oral de segredos bem guardados. E serão novamente incentivados os gestos colectivos de amor, repreendidos ou desencorajados os actos egoístas versos desamor. Amanhã... quando regressarem à escola já não levarão um número na camisola, pois, os meninos, passarão a usar roupas reluzentes com as cores do arco-íris, e, quando chegar a noite, terão á sua espera uma casa cheia onde nada lhes falte que os impeça de serem felizes." Palavra de poeta ROMASI Rogério Simões Posted by: Poemas de amor e dor at
outubro 27, 2004 05:48 PM

----------------------------------------------

_Carissimos, Generosos e Pacientes AMIGOS:
_Aceitem meu ABRACO!

_*MARIA*
ACEITE MEU ABRACO E MINHA ADMIRACAO E RESPEITO:_RESPEITO ESSE, EXTENSIVO A TODOS VOS QUE AQUI VINDES!!!

_Virei dentro de dias, colocar nova "Postagem"!
(Perdoai erro ou gralha, sao "HORAS FORA DE HORAS"!)...
Vossa Heloisa. (aos 29/10/04 as 2:33 am, nesta FRIA LONDRES!).
*****************************************
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~









Escrito por Heloísa às 1:04:00 da manhã.

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